Erro no banco de dados do WordPress: [Duplicate entry '183608' for key 'PRIMARY']

Aperte "Enter" para pular para o conteúdo

Passou da hora de criar uma estratégia digital!

A velocidade das transformações cresce exponencialmente. Em dez anos surgiram tecnologias que mudaram nossa vida e a maneira de fazermos negócios. Há dez anos ninguém imaginaria os smartphones sendo parte tão integrante de nossas vidas, a ponto de nem os deixarmos mais fora do alcance das nossas mãos. Nestes dez anos surgiram empresas nativas digitais que estão criando rupturas nos modelos estabelecidos e consolidados por décadas de sucesso.

Hoje, fazer a transição para o mundo digital não é questão de opção. É pura sobrevivência. Na verdade, para as empresas tradicionais, criadas antes da Internet, com modelos de negócio estabelecidos e sólidos, fazer esta transição, pensar e agir como uma empresa digital não é uma tarefa simples.

Segundo pesquisa realizada nos EUA, empresas que investem em uma cultura digital têm desempenho financeiro superior as que não investem. Os números mostram que as empresas digitais superam a média do mercado em 9 % no faturamento e em 26% na lucratividade. Apesar disso, entre as grandes empresas do mundo, como mostra uma pesquisa do MIT Center for Digital Business, a estrutura que possibilita ao negócio pensar digital ainda é pequena. Apenas 20% dos conselhos de administração têm um membro responsável pela estratégia digital e apenas 10% das empresas têm diretores responsáveis por esta estratégia.
Poucas empresas poderão se transformar em uma “pure play” digital como um Facebook, Google, Spotify ou Uber. Portanto, deverão adotar a digitalização de forma integrada com o mundo atual. Para isso é necessário uma estratégia digital que permita incluir relevantes capacidades digitais em seus produtos e serviços, talvez até canibalizando muitos deles.

Pensar e agir digital não é apenas questão de adotar tecnologias de forma massiva e espalhá-las pela organização. É uma maneira de pensar e agir, que envolve mudanças nas estruturas organizacionais, nos seus talentos, indicadores de desempenho, modelos de governança e na sua relação com seus clientes e ecossistemas. Aprender com as empresas nativas digitais é um bom caminho a trilhar. Não que necessariamente serão iguais, mas muitas das suas maneiras de pensar e agir deverão ser incorporadas para que a transformação digital realmente aconteça. Falamos aqui de pensar em gestão “data driven” e agilidade. São dois aspectos sintomáticos que mudam a forma das áreas de TI tradicionais e a própria empresa pensar e agir.

Nas empresas nativas digitais, DevOps e testes A/B são a maneira natural de pensar e que encontram muita resistência nas empresas tradicionais. Cloud e mobilidade são a forma natural de criarem artefatos de software. Analítica faz parte da cultura de gestão. Nas empresas tradicionais, ainda se discute quando adotar Cloud Computing e se os seus usuários poderão ter acesso a mídias sociais e usar seus próprios smartphones. Nas nativas digitais testar e falhar é natural. Prototipação é a maneira de pensar. Os recursos tecnológicos permitem fazer isso. Nas empresas tradicionais a maioria dos projetos de TI passam por um aprofundado estudo de ROI e planos de implementação que levam meses antes que a primeira linha de código seja escrita. Prototipar e mesmo aceitar falhas nos projetos de TI é quase uma heresia.

O Google recentemente promoveu um evento chamado “Mobile Day” e algumas informações interessantes foram compartilhadas. A abertura do evento foi assertiva: “o ano de 2015 vai entrar para a história como o ano em que os dispositivos móveis ultrapassaram os desktops como ferramentas de busca e consumo”. Por exemplo, no final de 2014 os consumidores no Reino Unido fizeram mais compras em através de dispositivos móveis que via desktops ou laptops.

Aqui no Brasil ainda estamos atrasados. Muitos dos sites das empresas não são responsivos e não se adaptam dinamicamente ao ambiente em que o usuário o acessa. Poucas empresas criaram apps suficientemente úteis para seus clientes. Um fato importante: apenas 28% do tempo que as pessoas gastam nos seus dispositivos móveis são para redes sociais e entretenimento. A maioria, ou 72% é ocupado com acesso a bancos, mapas, buscas, apps de empresas, comparação de preços e compras. Segundo os dados mostrados no evento, o uso da Internet móvel é bem diferente daquela que nos acostumamos nos dekstops. Em vez de longas sessões de navegação, o usuário móvel faz uso de uma sucessão de micromomentos, interações fragmentadas que acontecem ao longo do dia. Acessa um app quando na sala de espera do médico, no aeroporto, no táxi (ou carro do Uber…). Os espaços em branco da vida são preenchidos com acessos aos dispositivos móveis. Não é atoa que as pesquisas mostram que os acessamos em média 150 vezes por dia. A pergunta então é: porque a minha empresa não aditou o ”Mobile First” ainda?
As mudanças, por serem rápidas, pegam negócios estabelecidos de surpresa. Um exemplo que vem dos EUA: o mercado online para lâminas de barbear praticamente não existia há alguns anos e hoje já representa 8% do mercado. Simplesmente dobrou no último ano. Esta mudança de hábitos pegou líder do mercado, a Gilette, de surpresa. Vale a pena ler o artigo “Razor Sales Move Online, Away From Gillette”. No setor hoteleiro, o AirBnB faz estragos. Aqui no Brasil chegou em 2012 e hoje tem mais de 45.000 imóveis em 22 estados. Só na cidade do Rio de Janeiro tem mais de 20 mil anúncios e é a sua quarta cidade do mundo em oferta de hospedagem. Segundo o AirBnB na Copa de 2014, os seus anfitriões arrecadaram 40 milhões de dólares!

Vamos aos bancos. Segundo a Febraban, quando se retira das estatísticas as operações impossíveis de se fazer com a mobilidade como um saque em espécie, as transações financeiras já chegam a 50% do total das transações dos bancos. Vemos empresas digitais como Google, Facebook e Apple criando serviços financeiros totalmente digitais e isso cria uma pressão para os bancos se modernizarem e buscarem novos modelos de negócio. Aliás, as empresas que nasceram no mundo digital já incorporam capacidade de realizar transações financeiras sem a intermediação dos bancos. Os concorrentes dos bancos estão deixando de ser outros bancos, mas sites de financiamento como PayPal, “lending clubs”, etc. Nos EUA os “lending clubs” já começam a incomodar o setor tradicional. Como vemos, nenhum setor estará a salvo das rupturas provocadas pela transformação digital. Recomendo a leitura do livro “Breaking Banks: The Innovators, Rogues, and Strategists Rebooting Banking” de Brett King. Instigante: como espaço físico não satisfaz as novas gerações, será preciso resolver tudo pelo celular…

O que fazer? O primeiro passo é criar uma estratégia digital. E antes de mais nada, definir claramente em todo o nível executivo, o que significa “ser digital” para a empresa. O CIO tem papel fundamental neste aspecto e ou assume a liderança do processo ou perderá relevância. Feito o alinhamento, desenhar a estratégia digital e as ações necessárias para que a transformação aconteça, mesmo as custas de disrupções no seu atual modelo de negócios. Para a transformação acontecer é necessário pleno suporte executivo e talentos preparados para pensarem e agirem nativamente digitais. Olhar as empresas nativas digitais e outras indústrias é importante. As “best practices” do seu setor podem não serem as “best practices” que oferecem as melhores experiências digitais para os seus clientes.

TI deve ser redesenhada. As crescente expectativas dos clientes e a velocidade das mudanças impõem um pressão na tradicional arquitetura, práticas e modelo de governança da TI atual. Prototipação rápida, agilidade, aceitação e falhas, adaptação e inovação requerem uma TI diferente da que nos costumamos a gerenciar. Analisando o contexto fica claro que temos uma TI multimodal, ou seja varias demandas de velocidade. De microserviços móveis que devem ser criados e disponibilizados em dias a processos que, por varias razões, como regulatórios, demandam resiliência e estabilidade, e portanto, não podem ser modificados de um dia para o outro. Como atender a velocidades diferentes? Operado em velocidades diferentes. Nos serviços que demandam agilidade, implementar uma cultura de “lean start-up” , que será impossível de ser incorporado a um modelo de governança desenhado para estabilidade. E a mudança terá que ser rápida, pois a transformação não espera. A ruptura pode estar sendo pensada neste exato momento. E implementada amanhã!

Seja o/a primeiro/a a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Erro no banco de dados do WordPress: [Duplicate entry '183608' for key 'PRIMARY']